Entrevista para o Blog do amigo Humberto Meneghin

http://yogaemvoga.blogspot.com.br/2013/04/yoga-em-voga-entrevista-paula-saboya.html

Rishikesh with mask
Rishikesh with mask

555996_10200633145102421_1090760989_n HUMBERTO MENEGHIN YV – Você já está no caminho do Yoga desde 1998 quando começou a se dedicar à prática. Antes disso, qual era o conceito que você fazia sobre Yoga e as pessoas que praticavam? PAULA – Eu lembro vagamente que anos atrás minha mãe me levou ao espaço “Sivananda” dentro do Shopping da Gávea no Rio de Janeiro, espaço que já não mais existe , da Profa. Maria Augusta F. Cavalcanti, por ser asmática minha mãe teve a boa ideia e intenção de me ajudar mas na época eu achei chato, mal eu sabia que foi uma oportunidade de ter começado mais cedo… YV – Quem a convidou para o Yoga a tal ponto de você continuar nesse caminho até hoje sem ter a mínima vontade de retroceder ao ponto inicial? PAULA – Foi com a professora Lygia Lima  que eu comecei a praticar Hatha Yoga e a gostar muito do que estava acontecendo. Em seguida fui estudar Vedanta com a Gloria Arieira o que definitivamente selou este caminho. YV – Como e onde foi a sua primeira prática? PAULA – Foi no studio da professora  Anne Marie Bruno, no Leblon, uma aula da  Lygia Lima recém chegada de Nova York  que ali começou a dar aulas no Rio. A minha primeira aula foi de Power Yoga, depois comecei a fazer as aulas da Anne também. O Power Yoga era uma novidade aqui no Rio pois com a dinâmica e vigor da prática foi uma experiência que muito me agradou e  para muitas outras pessoas também, foi uma guinada na divulgação do Yoga de tal forma que até hoje encontro pessoas que também começaram a praticar nessa época. Acho que foi o início de uma boa moda que veio para ficar. YV – E, de que forma o Yoga e a meditação podem contribuir para mudar significativamente a vida de uma pessoa? PAULA – Isso é muito pessoal. De preferência que o primeiro contato seja prazeroso e não traumático. Generalizando pode ser um lindo encontro e transformador para a pessoa. Digamos que você é “mordido” pelo “bichinho” do Yoga tornando-o um hábito desejado! Primeiro num nível físico pois produz bem estar e saúde , e depois com a meditação uma interessante descoberta sobre si mesmo, sobre a sua mente, que pode ser divertido e assustador, a mente é um “Ser” independente e precisamos ficar amiguinho dela. YV – Em você, como aconteceu esse processo? PAULA – Esse é um processo ainda em andamento, acontecendo agora pois  devido a impermanência das coisas ao meu redor a dentro de mim preciso ficar atenta, focada e relaxada. O que não vem assim tão fácil para mim. Não cheguei aonde quer que se imagine mas estou no caminho, em algum caminho pelo menos.Devo chamar a atenção para o fato de eu continuar meus estudos com Pedro Kupfer (já fiz módulos III,IV,V…rsrs, pois cada vez que retorno a Mariscal é um novo modulo!), ir ao Vidya Mandir com Gloria Arieira, praticar no Nirvana com meus colegas, viajar quando posso para Índia ou qualquer outra viagem percebo que continuo no processo de aprendizado SEMPRE, para o estudo não tem fim não! YV – Posteriormente, em julho de 1999, você foi iniciada em meditação Mantra Yoga e teve como Mestre Espiritual Swami Guru Devanand Saraswati Ji Maharaj. Como foi essa experiência? PAULA – Foi muito agradável e enriquecedor. Não tinha ideia do que era um Guru, um Swami, uma meditação, foi mágico. YV – Você ainda mantém contato com esse mestre ou apareceram outros na sua jornada? PAULA – Mantenho contato com ele e com vários outros mestres. São todos da mesma linhagem, faz sentido pois admiro a obra e vida deles. Swami Dayananda, Swami Sivananda, Swami Satyananda. Isso sem mencionar os meus mestres ocidentais. YV – Você acha que o apego excessivo de um estudante a um mestre na verdade pode ao invés de promover a dissipação da ignorância pelo conhecimento tornar o discípulo mais cego? PAULA – Na sua pergunta já temos a resposta, sim , sim e sim! É uma pena a manipulação de certos mestres e a fraqueza do indivíduo de pensar que ali está a “salvação”. Mas muitas vezes a pessoa uma hora entende que estava “cego”, de repente desperta e passa andar com suas próprias pernas conscientemente. YV – O que você acha de certos Gurus, brasileiros ou não, que de uma forma sutil e dissimulada arrebanham “devotos” para o fim de colocar um cabresto neles e os dominarem a seu bel prazer? PAULA – Patético! Foge completamente do verdadeiro propósito do Yoga: LIBERDADE! Criar novas amarras, condicionamentos, vícios isso é uma violência. Oposto ao primeiro valor e pilar do Yoga: AHIMSA, não violência. YV – Ultimamente na senda do Yoga tem vindo à tona muitos escândalos envolvendo “mestres” e/ou professores renomados que abusaram indevidamente de seus alunos e seguidores. No seu ponto de vista, por que isso ocorre? PAULA – Desde que o mundo é mundo haverá manipuladores e manipulados. Creio que faz parte da nossa natureza esse jogo de poder. YV – Será que essa situação acontece por esses “mestres” e/ou professores terem uma certa influência e poder aparentes sobre seus alunos e seguidores? PAULA – De novo vejo a resposta na sua própria pergunta. Exatamente devido ao poder e sua influência naquele que é mais fraco ou vulnerável. O aluno procura resposta com o professor e acredita/pensa que ele sabe tudo.  Ele, o professor, tem e é a verdade absoluta! Isso é um equívoco. Uma relação onde um alimenta o outro, é intoxicante, nociva mas que parece ser pura e linda até a pessoa ter uma tomada de consciência e ver que não é assim que as coisas são. YV – Você participou da Formação do Integrative Yoga Therapy (IYT), com Joseph Le Page, em 2000 e do Curso de Formação Livre em Yoga pelo Instituto Dharma, com Camila Reitz e Pedro Kupfer de Florianópolis, em 2003 e neste mesmo ano foi para o Sul da Índia onde passou uma temporada e praticou sob a supervisão da professora Saraswati Ragaswami, filha de Pattabhi Jois, no Astanga Yoga Nilayam, em Mysore. E, lá também participou de um curso básico de Hatha Yoga com o Acharya Vankatesh. Posteriormente, ao retornar ao Brasil, fundou o Shiva Shankara Centro de Yoga. Hoje em dia você ministra aulas no Espaço Nirvana, no Rio de Janeiro e ainda a vários alunos em aulas personalizadas. De que forma essas formações e vivências contribuíram para formar a professora de Yoga que você é hoje? PAULA – Eu não seria a professora que sou sem essas formações, seria outra com sei lá que outras características. Sou fruto do que pratiquei, pratico, aprendi e continuo aprendendo. Não posso deixar a formação de teatro de fora pois muito me ajudou e antecede o Yoga. YV – O que você pode citar de importante em cada uma dessas formações? Formação do Integrative Yoga Therapy com Joseph Le Page :  PAULA –Maravilhoso o IYT. Engloba ensinamentos diversos e complementares. Joseph nos dá liberdade e aprendi  que o que você gostar, se identificar use, aproveite, o que você não gostar delete! YV – Curso de Formação Livre em Yoga pelo Instituto Dharma, com Camila Reitz e Pedro Kupfer: PAULA –Meus queridos mestres! Que momento inesquecível, cada módulo, cada temporada em Floripa foi fundamental para minha experiência como facilitadora do Yoga. São meus amigos e eternos professores. Respeito e admiro cada um e sua generosidade ao passar o conhecimento com profundidade e ao mesmo tempo leveza. YV – Sul da Índia onde passou uma temporada e praticou sob a supervisão da professora Saraswati Ragaswami, filha de Pattabhi Jois, no Astanga Yoga Nilayam, em Mysore. PAULA –Foi intenso a nivel fisico principalmente. Foi o ano que Pattabhi inaugurou o novo Shala. Por isso foi interessante estar praticando com Saraswati que tinha bem menos alunos e acabei tendo aulas particulares ou com poucas pessoas na sala. Com ela tive tempo para conversar e tirar dúvidas sobre o método pois não foi um curso de formação, foi como você bem colocou e no final das contas aprendi que “no problem madam”. Rsrs! YV – Curso básico de Hatha Yoga com o Acharya Vankatesh:  PAULA – Com Acharya uma experiência com uma similaridade com o Ashtanga. Era uma série fixa também mas sem a dinâmica do Asthanga, e não havia ajustes de qualquer tipo, sem contato físico. Bem estruturado e didático. Estudei também com a esposa de Vankatesh um pouco de canto de mantras  e Sutras de Patanjali o que foi uma delicia. YV – Você acha que no Brasil possuir um espaço próprio para ministrar aulas de Yoga dá muito trabalho e ainda envolve certa burocracia e comprometimento por parte do proprietário, que às vezes dá vontade de desistir? PAULA –Na época que tive o meu centro de Yoga tudo me pareceu e foi muito fácil. Boas lembranças! YV – O brasileiro é um povo que está aberto ao Yoga ou ainda falta mais ânimo para se praticar e buscar o autoconhecimento? PAULA – O povo brasileiro tem muitas outras prioridades e a prática do Yoga está longe da vida deles. Cabe a nós divulgar o Yoga, levar para lugares onde as pessoas passem então a conhecer essa jóia. É para todos, pertence a todos, apesar de nem todos saberem disso. YV – Estudar Vedanta enobrece o homem? Ou, é muito difícil de se compreender? PAULA – Com a professora Gloria Arieira fica fácil de compreender e sim enobrece aquele dá uma chance ao conhecimento. YV – Como Personal Yoga Instructor, você tem muitos alunos e alunas. Muitos vieram até você por uma boa propaganda de boca a boca, tipo: “A Paulinha é uma ótima professora de Yoga, vale a pena praticar com ela”. No entanto, às vezes o santo do professor ou da professora de Yoga não bate com o do aluno ou aluna que quer ter aulas com. O que um professor ou professora pode fazer para criar uma boa afinidade com o aluno? PAULA – Empatia é fundamental: “Capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-se nas mesmas circunstâncias”. Se isso não rolar acho bom estimular o praticante a buscar uma outra aula com um outro professor de forma sincera e educada. Pois na vida nem sempre a gente se identifica com X ou Y mas podemos dar mais uma chance se estivermos aberto e quem sabe o encontro acontece. YV – Ou, será que em último caso um aluno ou aluna cujo santo não bate o recomendável é não ministrar aulas, ou seja, dispensá-lo, mesmo que se pague bem? “Sair à francesa” é uma opção? PAULA – Melhor dispensar, indicar um colega, sair educadamente e deixar claro que ele não é o problema, que o dinheiro não é o fundamental, mas que deve se ter uma experiência boa de verdade nesse tipo de relação e prestação de serviço. Eu agendo uma aula experimental sem compromisso para ver se existe “empatia”. Assim ambas as partes ficam a vontade de dar continuidade ou não às aulas. Se houver gatos na casa eu não posso assumir pois sou SUPER alérgica e uma crise asmática pode acontecer em minutos. O ambiente vai influenciar minha capacidade de trabalhar. YV – Cada aluno que chega até você para praticar Yoga tem um corpo diferente uns são mais flexíveis, outros nem tanto. E, em alguns casos, ainda possuem certas limitações em termos de saúde, como dores nas costas, nos joelhos, pressão alta, etc. Como você lida com as limitações desses alunos para que a prática de ásanas e meditação seja uma boa aliada na dissolução desses reveses? PAULA – Se eu me sentir capacitada para facilitar a prática e assim melhorar esse indivíduo ótimo. Se for um caso mais específico e no qual eu me sinta insegura prefiro indicar outro profissional para ele/a. Nas aulas em grupo apesar de haver um nivelamento procuro olhar e entender cada corpo com suas habilidades e limitações com uma mesma atitude. Acredito que o “Yoga se adapta a cada corpo e não o contrário”, essa é a beleza do Yoga, é para todos e com boa orientação e bom-senso o grupo flui com Santhosha , satisfação, alegria, felicidade… YV – No seu carro há vários ícones, sejam imagens ou pequenas estatuetas do Deus Hanuman. Há quanto tempo você é devota de Hanuman? PAULA – De verdade eu mudo ou melhor ainda eu vou upgrading a decoração do meu carro. O Hanuman estava lá mas agora já tenho uns outros acessórios. Tenho várias estatuetazinhas de deuses diversos coladas no painel : Ganesha, Durga, Sita e Rama, Krishna, estão todos lá. Eu sou simpatizante, rsrsrs, das deidades hindus. Gosto do simbolismo, da imagem, das cores, das histórias, mas não tenho “devoção cega” per se. YV – Algum episódio especial ocorrido em relação a Hanuman que a marcou sobremaneira? PAULA – Comprei um lindo quadro de Hanuman que o querido amigo e pintor Rafael Langowski fez e confesso que essa pintura me fez ter uma grande admiração por Hanumam e sua devoção a Rama. Que linda história é o Ramayana. Isso me marcou e sou feliz de saber que o meu quadro está no espaço de Yoga de uma amiga minha,  www. espacodharma.pro.br, a Márcia Veloso, no Méier, Rio de Janeiro. YV – Para quais lugares na Índia um rickshaw a levaria?  PAULA – Adoraria conhecer a Cidade Azul, também conhecida como Jodphur, Udaipur, Jaipur, Goa, varias cidades! YV – Ser vegetariano, não consumir bebida alcoólica é recomendável àqueles que estão seriamente mergulhados no Yoga. No entanto, alguns praticantes e professores não dispensam um sushi, comem peixe e frutos do mar, bebem um limoncello ou vinho e indo mais longe até fumam. Tudo bem quanto a isso? PAULA – No problem Sir! Tudo bem! Estou mais interessada no que as pessoas colocam para fora do que elas colocam para dentro. O que essa pessoa me diz e como o faz me revela mais sobre o caráter e verdadeira essência dela do que as folhas verdinhas e cenoura que ela consome. Conheço pessoas que tem uma alimentação exemplar, saudável, natural e uma mente extremamente POLUÍDA, um coração duro, uma língua afiada negativamente. Eu já fiquei anos sem beber álcool e comer carne por livre espontânea vontade e nem praticava Yoga. Depois por causa do Yoga dei continuidade a essa opção. Um belo dia meu deu vontade de voltar a comer sushi e assim o fiz. Voltei a beber álcool também. Fumar nunca fumei e acho terrível pois a industria do tabaco é cruel e torna as pessoas viciadas. A indústria de alimentos e bebidas também criam vícios com aditivos. Cabe a cada pessoa experimentar e ver o que é realmente bom para si mesmo. Por saber dos truques das indústrias sou eu e somente eu responsável pelo o que faço com o meu corpo. Não sou exemplo para ninguém, isso eu afirmo, e nem quero ser thank you very much! YV – Ou esses praticantes e professores ainda não estão preparados para viverem sem esses prazeres apesar de praticarem e estudarem sobre o Yoga? PAULA – Eu não estou preparada. Gosto do Yoga. Gosto de uma taça de vinho. YV – Sem condenação porque são livres, não é? PAULA – Espero que sim, LIBERDADE é em grande parte a FELICIDADE! YV – Algum dia chegarão lá? PAULA – Quem chegar por favor me conta, divida comigo a sua experiência, pelo menos vou escutar feliz essa conquista desta pessoa. Eu estou na busca. YV – O que você acha da prática de ásanas que envolve a participação de animais de estimação, como o Doga, uma aula onde o dono e seu cão participam? PAULA – Fofo! Divertido, Rsrsrsrs… Nada contra se for bom para você e seu melhor amigo, o cãozinho. Já soube de práticas bem mais duvidosas entre seres humanos, portanto woof woof!! YV – Será que isso não ultrapassa os limites do bom senso ou acaba sendo válido, pois o emocional do dono do pet é melhor acionado?  PAULA – Eu não posso dizer qual o efeito disso pois nunca passei por essa experiência. O meu emocional nunca foi acionado por um pet. Apesar de agora ter um “sobrinho-cão” na minha vida que é adorável. Você já deve ter visto fotos no facebook o cão Haroldo. Sei que nós, seres humanos somos carentes e que um pet tem o poder de te amar e assim tornar a pessoa mais feliz, preenchida, com um propósito. O amor que nós humanos sentimos é egoísta. “all we need is love” certo? YV – Uma filha pratica Yoga, a mãe não e ainda desaprova que a filha pratique. A filha insiste em continuar praticando e até estudando Vedanta, mas às vezes não aguenta as críticas da mãe. Você acha que o relacionamento entre essa mãe e filha tende a melhorar por uma delas se dedicar ao Yoga e ao Vedanta? PAULA – Deve ajudar sim. Aceitar o outro como ele é não é “um pedaço de bolo” (essa foi infame!!) e exige paciência, amor, respeito. O que não conhece o Yoga, o Vedanta muitas vezes pode ter aversão por exatamente ser algo desconhecido e estranho. Uma sugestão talvez seja oferecer uma experiência direta, somente assim ela/e saberá o sabor. Dar uma chance lembra? Mas não há nada errado as pessoas terem desejos e gostos distintos. É até bom, a diversidade de assuntos e interesses engrandece a troca de experiências e ponto de vista. Nada errado com isso. Basta um não tentar forçar no outro a gostar disso ou daquilo. Pregar… Isso é muito inconveniente. Respeite o outro e seja feliz. YV – Além de ser uma professora de Yoga muito ativa, você agora é atriz. Como você descobriu este novo talento? PAULA – De verdade primeiro sou atriz e depois veio o Yoga. YV – Você acha que o Yoga lhe traz um bom suporte para exercer de forma distinta qualquer papel que se apresente? PAULA – O teatro preparou o terreno, o Yoga me trouxe mais firmeza e clareza na representação dos papéis que temos ao longo da vida. Sou filha, Sou amiga, Sou facilitadora do Yoga, Sou mulher, Sou uma série de personagens dependendo do local e situação que vivo. Eu acho que isso vale para todos que eu observo e conheço. YV – Algum projeto em andamento tanto nesta área como em relação ao Yoga? PAULA – Teatro continuará na gaveta até segunda ordem. Yoga num momento estável, mas eu poderia estar mais, mais, mais… Jornalismo é uma paixão, radioalismo principalmente. Concluí a faculdade mas preciso entregar a monografia para ser graduada. Quero ser locutora. PAULA SABOYA  – Ministra aulas no Espaço Nirvana e aulas particulares. Coordena a supervisão de Yoga e Pilates do Projeto Rio Nextel , uma ação nas praias do Rio de Janeiro. Organiza as vindas do Professor Pedro Kupfer ao Rio de Janeiro. Esse ano ele virá 3 vezes. OBA!!!! Quer despertar o seu blog e criar podcast com Yoga e senso de humor elevado!

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